"Pela despinguinização do Direito!" (Luis Alberto Warat)

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Rafaelle de Giorgi em POA!


Queridos, faltam dois dias!

Iniciará na quarta-feira o 2º Congresso da Associação Brasileira dos Pesquisadores em Sociologia do Direito!

Promoção em parceria com Uniritter e ESADE, 30 horas de atividades complementares e presenças internacionais de Rafaelle de Giorgi (Lecce, Itália) e Carlos Lista (Nova Iorque, Oñati e Córdoba).

Dentre os nacionais, visitam a capital Willis Santiago Guerra Filho (PUCSP), Juliana Magalhães (UFRJ), Wálber Carneiro (UNIFACS, Bahia), Arnaldo Bastos Neto (UFGO), José Ribas Vieira (PUC-Rio), Joaquim Falcão (FGV-Rio), Marcelo Mello (UFF), e Artur Stamford da Silva (UFPE). Da Província de São Pedro, nós: Renata Almeida da Costa (Uniritter e Esade), Álvaro Oxley (PUCRS), Rodrigo de Azevedo (PUCRS), Lisandro Wottrich (Ulbra), Paulo Fayet (ESADE), Mariana Weigert (Uniritter), Dani Rudinick (Uniritter), Fernando Tonet (Faplan/Anhanguera), Maurício Reis (Esade), Guilherme Azevedo (Unisinos), Maria Palma Wolff (PUCRS), Sandra Vial (Unisinos), Castor Bartolomé (Unisinos), Anderson Teixeira (Ulbra), Moyses Netto (ULbra), José Carlos Bortolotti (Faplan), Otaviano Kury (FSG, Caxias do Sul), José Vicente Tavares dos Santos (UFRGS), Leonel Severo Rocha (Unisinos) e Salo de Carvalho (UFRGS).

Inscrições em: www.uniritter.edu.br/abrasd, ou clicando no cartaz!!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Terremoto e terrorismo



New Delhi. Hoje. Meu primeiro terremoto. O tremor foi sentido na hora do banho, em um dia após uma cansativa viagem de 200 Km e 05 horas (cada trecho) para Agra - detalhe, as dez horas de carro foram devidas não à estrada (era boa, asfalto perfeito), nem mesmo ao veículo (um novo e confortável utilitário Toyota, de bancos de couro), mas ao limite máximo de velocidade permitida: 50 Km ( vacas, motos, pedestres e buzinas intermitentes ao longo de toda a via). Passava da meia-noite quando o hotel tremeu. Foram segundos fortes. Barulho e portas batendo. E a surpresa: o que foi isso? Ninguém nos havia advertido de uma possibilidade de earthquake, nem mesmo o que fazer em caso tal. Ao contrário: ameaças de bombas eram a todo tempo nos impostas sem que se verbalizasse. Bastava a revista a que nosso veículo passava ao ingressar no hotel. Bastava o raio X e o detector de metais no lobby. Pois bem. Náo foi uma bomba. Foi um earthquake, disse-nos a recepcionista por telefone. Insatisfeita, liguei a TV: CNN foi o primeiro canal localizado. Agora o terror se instaurou: na tela duas informaçoes. O tal terremoto de 4.2 graus e uma explosáo de bomba no dia de hoje (07/09), que vitimou 11 pessoas e feriu outras tantas. Uma imagem na tela sobre o atentado à Suprema Corte, outra em letras garrafais na barra da imagem. Nao preciso dizer que nesse momento, quase dez horas depois da explosão, a repórter, que veste um sári verde, interroga, aos gritos, oficiais de polícia que, em janela menor, explicam o ocorrido, enquanto em tela maior, à esquerda, repetem-se as mesmas imagens de pessoas correndo pela rua - as mesmas imagens de horas atrás, de pessoas assustadas. A pergunta atual da inquisidora: "como deixar as pessoas seguras?" Em uma cidade com 16 milhões de habitantes? Que tal começar a dizer algo sobre o tal terromoto...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Escritores narcisistas, outra do meu "ghost" PR







Vi uma entrevista de Lygia Fagundes Telles na TV anos atrás e fiquei apavorado. Até hoje aquelas imagens me perseguem. Nunca tinha visto uma pessoa - exceção feita, talvez, aos políticos e professores de Direito - que demonstrasse publicamente tanto respeito e admiração por si mesma. Que tivesse uma opinião tão excelente acerca de si e de sua "obra".
Neste momento, relembro que "obrar" era a expressão utilizada pelos áulicos del rei para significar aquele momento em que sua Majestade abria seus esfíncteres assentado na proverbial chaise percée.
Havia reis, como os de França, por exemplo, que obravam ao mesmo tempo em que despachavam com seus subordinados e ministros. Tudo muito natural e humano.
Demasiadamente humano.
Disso tudo recolho apenas uma certeza: o narcisismo intoxica como qualquer opiáceo. Induz o drogadito à dependência químico-psicológica. O narcisista é uma patrola que acredita demais em si mesmo e se leva a sério permanentemente. Sua auto-admiração tóxica é uma agressão a todos os demais.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Lyrics

NO PUEDO QUITAR MIS OJOS DE TÍ No puedo creer que es verdad Que tanta felicidad haya llegado hasta mi Y simplemente aprendí que el cielo siento alcanzar Pensando que voy a amar Por eso no puedo así, quitar mis ojos de ti Tu tienes tienes que perdonar Mi insolencia al mirar Toda mi culpa no es, me he enamorado esta vez Dificil es ser y existir, sin ti no quiero vivir Por eso no puedo así, quitar mis ojos de ti Te quiero mucho, mi bien comprendelo, te quiero mucho Con toda intensidad te necesito, digote la verdad Te quiero mucho y pido sin cesar que no me dejes Ya que te encontré pues voy a amarte siempre quiero amarte

Amor à primeira vista


Renata, mimosamada do Tio:

Lágrimas de saudade me vêm aos olhos quando relembro a primeira vez que ouvi essa feliz melodia na interpretação única de nosso consagrado astro da canção inglesa, Matt Monro (vide abaixo).
Que coisa maravilhosa.
Corria o ano de 1969, e este que te escreve era apenas um menininho de doze para treze anos, cujo mundo se restringia a Porto Alegre e Alegrete, com alguma chegada eventual a Quaraí, Uruguaiana, Libres, Artigas ou Rivera. A BR-290 - tanto quanto as demais estradas gauchinhas - não era totalmente pavimentada. Vinha-se de Alegrete a Porto Alegre de forma acidentada, por uma via cheia de buracos, lamaçais, pedregulhos afiados, pouca brita e muita poeira. A viagem eram doze horas cheias de aflição, chegando-se à Capital do Estado no início da noite, num acesso muito mal sinalizado, pontilhado de caminhões e ônibus, em tráfego intenso e perigoso. Alcançar inteiro e sem fraturas a Ponte do Guaíba era uma proeza de lavor fino e realização heróica .
O Brasil era um lugar semiagreste, mais brutal e incivilizado do que hoje, de infinitas distâncias e ancestrais atrasos, o perfeito Bananão.
Pois qual não foi minha surpresa, naquele fevereiro de 1969, quando, por sugestão de uns tios, cheguei com minha família à belíssima Punta del Este, cheia de elegância, cosmopolitismo e refinamento!
Toda mi culpa no es/Me he enamorado esta vez.
A Playa Mansa era um areal sem fim, com uma ou outra solitária casa de veraneio despontando em meio a céus muito azuis, cômoros colossais e vegetação rasteira.
Mas o centro, a deliciosa Avenida Gorlero, já ostentava seu portentoso glamour e sua saborosa atmosfera de pequena esquina do mundo. A publicidade uruguaia incensava o mais recente empreendimento imobiliário, o edifício Castellamare - el más hermoso de la Peninsula, a Fanta era hecha con yugo de naranjas uruguayas, os automóveis deveriam rodar com neumáticos F.U.N.S.A* , e os senhores elegantes deveriam vestir-se com ternos feitos de Acrocel - joven elegancia en casimires. (Para as classes populares estava disponível o Lavi-Listo - no se plancha! , uma espécie de camisa Volta ao Mundo bem zurrapa, que dispensava passá-la a ferro, bastando lavá-la e pendurá-la num cabide, à noite, para voltar miseravelmente a vesti-la na manhã seguinte). Para seu desjejum (desayuno) ou lanchinho, sua preferência deveria recair sempre sobre as Galletitas 'Al Maestro Cubano', sempre fresquinhas, crocantes e deliciosas.
Foi naquela mesma Playa Mansa, em meio ao areal, que fomos almoçar, com uns amigos argentinos, em algo que se compararia - hoje - ao Rancho do Baturité dos anos 70, em Balneário Camboriú, SC.
E foi lá que ouvi, pela primeira vez, Matt Monro cantar essa excelente versão de Can't Take My Eyes Off of You, grande sucesso nos EUA de 1967, gravada que fôra por Frankie Valli.
Por eso no puedo así/Quitar mis ojos de ti ...
Indisfarçável meu encantamento.
Na sorveteria de uma esquina da Gorlero, eu ouvia, numa reluzente jukebox, os Beatles cantarem Hey Jude, inserindo uma fichinha na maquineta, coisa que me deliciava porque ainda inédita para nós, em Porto Alegre. Mais além, havia um flipperama sempre lotado de buliçosos garotos argentinos, e, no delicioso cinema, pela primeira vez, entrei num filme "proibido para menores de 18 anos". Que façanha!
E o filme não era outro senão o clássico Viver por Viver, de Claude Lelouch, com Yves Montand, Candice Bergen e Annie Girardot.
Que coisa deslumbrante.
Eu não conseguia parar de não acreditar em minha boa sorte.
E esta foi minha Estrada de Damasco esteña, minha epifania inigualável e inesquecível na Banda Oriental.
Faz 41 anos e não me lembro de ter vivido coisa melhor. Até hoje.
Beijo,
PR
* F.U.N.S.A = Fabrica Uruguaya de Neumáticos Sociedad Anonima

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Sobre simplicidade e humanismo


"Quando cumprir o dever é um ato de heroísmo, é preciso deixar diferenças de lado e promover a unidade em torno dos que estão na trincheira e nos dão o exemplo."


+ em http://www.esade.edu.br/esade/noticias/educacao/elite-da-tropa-711.html